Nascida na cidade de Portsmouth no estado da Virgínia, no dia 1 de janeiro de 1951, Radia é uma cientista da computação, projetista de software e engenheira de redes. Foi considerada como a "mãe da Internet" por sua invenção do protocolo Spanning Tree (STP), que é fundamental para a operação de pontes de rede, enquanto trabalhava para a Digital Equipment Corporation em 1985. Ela também fez grandes contribuições para muitas outras áreas de design e padronização de redes, como os protocolos de roteamento link-state. Mais recentemente, ela tem trabalhado em um novo protocolo para substituir o STP, chamado TRILL (Transparent Interconnection of Lots of Links), e em melhorar a segurança de dados na Internet. Perlman também ajudou a introduzir crianças pequenas na programação de computadores.
Educação
Como aluna de graduação do MIT, Perlman aprendeu programação em uma aula de física. Ela recebeu seu primeiro
emprego remunerado em 1971 como programadora em tempo parcial para o LOGO Lab no (então) Laboratório de
Inteligência Artificial do MIT, programando software de sistema como depuradores.
Trabalhando sob a supervisão de Seymour Papert, ela desenvolveu uma versão infantil da linguagem de robótica
educativa LOGO, chamada TORTIS ("Sistema Interprete de Tartarugas Próprias da Criança"). Durante a pesquisa
realizada entre 1974 e 1976, crianças pequenas - as mais novas com 3 anos e meio de idade, programaram um
robô educacional LOGO chamado Tartaruga. Perlman tem sido descrita como uma pioneira no ensino de
programação de computadores para crianças pequenas.
Como formanda de matemática no MIT, ela precisava encontrar um orientador para sua tese e se juntou ao grupo
MIT na BBN Technologies. Lá, ela se envolveu na criação de protocolos de rede. Perlman obteve bacharelado
e mestrado em matemática e um doutorado em Ciência da Computação do MIT em 1988. Sua tese de doutorado
no MIT abordou a questão do roteamento na presença de falhas de rede maliciosas.
Ao estudar no MIT no final dos anos 60, ela era uma entre as cerca de 50 alunas, em uma turma de
aproximadamente 1.000 alunos. Para começar, o MIT tinha apenas um dormitório feminino, limitando o número de
mulheres que poderiam estudar. Quando os dormitórios dos homens no MIT passaram a aceitar mulheres, Perlman
saiu do dormitório feminino para um dormitório misto, onde se tornou a "mulher residente". Mais tarde, ela
disse que estava tão acostumada a desigualdade de gênero que se tornou normal. Somente quando ela viu outras
alunas entre uma multidão de homens, ela percebeu que "parecia estranho".